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Os números importam! O uso Inteligente da Informação garante tomada de decisão mais assertiva [Parte 2]

Os números importam! O uso Inteligente da Informação garante tomada de decisão mais assertiva [Parte 2]

No meu último texto tratei da necessidade de se extrapolar os entendimentos sobre o benefício de assistência à saúde e o benefício medicamento (PBM) para além dos seus apelos frontais de atração e retenção de talentos e da possibilidade de melhores condições de saúde e qualidade de vida aos quadros das organizações,  haja vista seus potenciais de geração de dados e de informações que podem ser muito úteis se analisadas no seu conjunto de relações, cruzamentos e de repetições com o objetivo de uma maior capacidade analítica, preditiva e decisória.

Prometi detalhar três patamares possíveis de informações em PBM: i) “Convênio Farmácia”, ii) “Assistência Farmacêutica” e iii) “Gestão Integrada de Informações Assistenciais Médico-Farmacêutica”. Assim, segue.

No “Convênio Farmácia”, a preocupação central da organização promotora é apenas dispor aos seus colaboradores basicamente uma lista de medicamentos com descontos em determinada rede de farmácias, em cujas compras permitirá que os valores correspondentes aos medicamentos sejam faturados diretamente à empresa que, por sua vez, os descontará na integralidade em folha de pagamento. Ou seja, não há, portanto, qualquer participação financeira da empresa, nem a intenção de aproveitamento da base de dados gerada, para posterior análise dos medicamentos adquiridos e utilização das informações em ações preventivas de doenças dos mesmos.

Já na “Assistência Farmacêutica”, a organização patrocinadora entende não só a importância do Benefício Medicamento, através de suas estruturas operacional (rede de farmácias, sistema informatizado de aquisição, desconto em fármacos, aplicativo de identificação e informação etc.) e informativo-gerencial (relatórios mensais, georreferenciamentos e dashboards de acompanhamento), mas também a relevância de uma corresponsabilidade econômica que viabilize a aquisição dos medicamentos pelos empregados por meio de sua coparticipação financeira em forma de subsídio e descontos em folha. Com estas medidas ela assegura as melhores condições de acesso ao remédio e de adesão ao tratamento adequado, tão fundamentais ao controle da doença ou ao restabelecimento da saúde dos seus empregados e dependentes. Em compensação, perceberá diminuídos, dentre outros, os eventos de atendimentos de emergência e internações, com reflexos significativos sobre os custos do plano de saúde corporativo, além de uma redução no número de ausências e afastamentos do trabalho por motivo de doença e seus decorrentes prejuízos produtivos.

Em um patamar de informações ainda mais desenvolvidas, o de “Gestão Integrada de Assistência Médico-Farmacêutica”, situam-se as organizações que administram seus programas de Assistência Farmacêutica e de Assistência à Saúde alicerçadas nas informações e indicadores provenientes do processo de integração de ambas bases de dados, por serem estas inter-relacionadas e complementares. O potencial de inteligência da informação agregado a partir da combinação destes dados, do cruzamento de suas informações, da estruturação de indicadores e da análise dos padrões de ocorrência, aumenta o espectro de conhecimento corporativo sobre os assuntos e potencializa os gestores de ambos programas para tomadas de decisões mais assertivas, em termos proativos e preventivos, em suas respectivas áreas de atuação.

…E quando a estas bases de dados de saúde suplementar, a organização consegue integrar a sua base de saúde ocupacional, aí o patamar informativo da empresa alcança um gradiente virtuoso, atualmente usufruído por poucas. Mas, este é tema para uma outra matéria.

Gerenciamento de Informações em Saúde é uma especialidade da Funcional Health Management. E pode vir ser um diferencial de sua empresa.

*Texto de autoria de José Carlos Bitencourt Andrade –  Assessoria em Desenvolvimento de Mercado da Funcional.

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