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Uso consciente e sustentável do benefício medicamento

Uso consciente e sustentável do benefício medicamento

Não é novidade que no mercado de trabalho oferecer benefícios diversos de acordo com as necessidades da sua população (seja transporte, refeição, saúde, qualidade de vida, entre outros mais inusitados) tem sido uma estratégia bastante adotada por grandes empresas para contribuir na retenção dos talentos. A ideia é ter gente motivada, mas poupar encargos e tributação. Ou seja, manter a qualidade de seu headcount sem investir em altos salários, mas fazendo brilhar os olhinhos de quem “tá dentro”, do tipo fica mais um pouco “vai ter bolo”.

 

Nessa linha de raciocínio, o nosso Benefício Medicamento (PBM) vem para contribuir, reduzindo sinistro dos planos de saúde por meio da acessibilidade ao tratamento medicamentoso. A maioria dos nossos Clientes subsidiam um limite de valor financeiro dentro de uma cesta de medicamentos que pode ser adquirido na Rede Credenciada.

Por aqui ouvimos constantemente: “quando ficamos doentes percebemos a importância deste benefício”.  No entanto, uma preocupação tem se mostrado cada vez mais presente no dia a dia das companhias: a possibilidade de desvios ou inconformidades no uso.

 

Acreditamos que o primeiro passo para que essa dinâmica seja saudável é conscientizar quem recebe os benefícios sobre seus objetivos e funções. Assim como suas regras, para que seja possível sustentá-los para todos, sem onerar a empresa com custos expressivos que não geram retorno. Por vezes, algo que parece inocente acaba por comprometer todo o ecossistema dos negócios, como quando uma pessoa que usa o seu benefício para comprar remédios para um parente próximo ou mesmo para um amigo que apresenta-se em uma situação difícil. O beneficiário acredita cegamente que está sendo colaborativo e que não está cometendo nenhuma infração, mas na prática, está gerando um custo adicional para a empresa que no médio ou longo prazo pode inviabilizar a continuidade do programa, prejudicando o restante dos colegas e seus dependentes, que podem precisar disso tratar uma enfermidade.

 

Claro, que isso vai ser evidenciado. Existem inúmeras ferramentas de controle sistêmicas e processos operacionais internos, voltados a pegar possíveis desvios de utilização. Assim o colaborador pode entrar em maus lençóis, desconfortos desnecessários por ter um padrão de comportamento fora da normalidade, ou seja, incompatível com seu estado atual de saúde.

 

Resumindo, na íntegra da palavra, benefício quer dizer auxílio, privilégio, provento concedido a alguém. Portanto, não é definido como valor financeiro a ser agregado ao salário. Deve ser empregado conforme seu objetivo.

 

E como incentivar o cenário ideal, transformar a cultura e implantar a ética definida nos documentos internos de conduta das empresas? Nós aqui vemos que a combinação perfeita é a sensibilização ao tema. Devemos falar sobre a sustentabilidade dos benefícios junto aos colaboradores. Devemos educar os reincidentes por meio de medidas educativas no caso de desvios detectados. Devemos incentivar o uso de canais de denúncias internos. Ações como essas podem combater de forma efetiva práticas ilícitas, já que o perfil que age em inconformidade se repete não apenas no benefício medicamento, ele age em busca de receber algum proveito em qualquer situação possível. Devemos estimular nossos colaboradores para que sejam geradores da mudança que queremos para o País, esquecendo de vez o famoso “jeitinho brasileiro”.

 

A tecnologia é nossa grande aliada na busca pelo uso sadio dos benefícios. Por exemplo, a Funcional adota para os seus clientes o modelo de auditoria transacional como rotina e, como consequência, consegue identificar problemas de inconformidade no uso do benefício, contribuindo para que as medidas educativas entrem em cena.

 

A verdade é que o uso correto do programa contribui para a qualidade de vida da população. Pense nos casos em que a carteira de beneficiários de uma empresa é composta por mais de 70 mil beneficiários? A extinção do benefício, seja por custo excessivo ou até mesmo mau uso, pode afetar milhões de pessoas. Por isso, preocupe-se em criar a cultura do cuidar bem para cuidar sempre!

 

 

*Texto de autoria de Vivian Paneque – Gerente de Risco e Compliance da Funcional

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