3 dicas para ter sucesso na carreira farmacêutica

O mercado de farmácias no Brasil é um setor em contínua evolução mesmo na crise: um levantamento da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) referente a 2017 mostra que houve um crescimento de 7% no total de número de lojas espalhadas pelo país, alcançando o total de 7.240 pontos de venda, assim como um aumento de quase 9% nas vendas, que atingiram os R$44,4 bilhões.

Todo esse desempenho pode encontrar explicações em algumas hipóteses, como a tímida recuperação da economia e a consequente retomada do consumo, ou ainda os aspectos de envelhecimento da população. Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por exemplo, dão conta de que 1 em cada 4 brasileiros terá mais de 65 anos em 2060.

Mas, teorias à parte, fato é que todo esse cenário gera empregos e maior demanda por mão de obra qualificada e capacitada para lidar com o novo perfil de consumidor. O número de contratação de colaboradores saltou de 117.137 em 2016 para 120.454 em 201, de acordo com a Abrafarma, um avanço de 2,8%. E as perspectivas para os próximos anos são positivas.

Então, como se diferenciar nessa atividade que é muito mais do que atendimento no balcão? O gerente regional da D1000, Rafael Simas, separou algumas dicas que podem ser valiosas para quem quer crescer na carreira farmacêutica. Confira:

  • Saiba onde você quer chegar
    Na obra Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carol, há uma intrigante passagem entre a personagem principal e o icônico personagem Gato Risonho em que ela pergunta para onde aquela estrada vai. Como resposta, o animal pergunta para onde ela quer ir e, sem certeza, Alice diz que não sabe, pois está perdida. É aí que vem a célebre frase “para quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve”.

Atendente. Farmacêutico. Gerente de loja. Gerente regional.

Ou seja, tenha em mente qual o seu objetivo na carreira farmacêutica para períodos de tempo como 1, 5 e 10 anos. E, então, trace seus objetivos para chegar lá. Depois, recalcule a rota de novo para mais alguns períodos. Provavelmente essa estratégia incluirá um aprendizado constante e contínuo: a graduação em Farmácia, os cursos complementares de atualização sobre as normas do setor, o desenvolvimento de habilidades relacionadas ao atendimento ao consumidor (como a comunicação empática, por exemplo), o aprofundamento em gestão de pessoas, a aquisição de conhecimento de logística e de organização de PDV e, ainda, a gerenciar indicadores de desempenho e de metas do negócio.

  • Esteja atento às oportunidades, mas também as crie
    Para que toda sua estratégia e preparo sejam colocados em prática é preciso também estar ligado às oportunidades que podem surgir ou que podem ser levantadas ao observar possíveis pontos de melhoria, por exemplo. Conheça o mercado em que atua, busque lançar um olhar crítico a forma de operação da empresa em que trabalha e também esteja atento a como a concorrência se comporta.

Isso fará com que você esteja sempre em movimento, pensando nas melhores práticas que vão desde o atendimento, passando pela organização, e alcançando até os princípios de gestão. E, a partir daí, encontrará argumentos para identificar falhas e apresentar ações e planos de melhoria ou mesmo inspiração para aperfeiçoar a sua maneira de trabalhar. Essa postura pró-ativa gera destaque e, consequentemente, mais olhares e possibilidades de crescimento.

  • Lembre-se do propósito dessa carreira
    O respeito também é palavra chave para quem busca um crescimento profissional na carreira farmacêutica e em demais áreas. A farmácia está ali para ser um elo entre a medicina e a sociedade e as pessoas que a representam é que tornam isso real para a população por meio do atendimento. Como dose de motivação para se destacar em cada interação, absorva como mantra que você tem que mostrar para o cliente que está ali para acolhê-lo em um momento de fragilidade e se comporte durante todo o tempo de modo a fazer com que a experiência de compra seja boa e não traumática. Perceba a importância e o valor que isso tem na vida do outro e também, claro, no desempenho econômico da companhia. Um atendimento caloroso deixa os indivíduos confortáveis e seguros e isso é o que conquista e fideliza o consumidor. E nunca se esquecer desse propósito contribui para níveis elevados de satisfação e, consequentemente, para a diferenciação dos colegas.

*Texto elaborado com a contribuição de Rafael Simas, gerente regional da D1000.

Diferença entre genérico, similar e referência

Genérico, similar e referência? A dúvida presente de forma constante na cabeça dos consumidores precisa encontrar uma resposta na ponta da língua por parte dos atendentes da farmácia. Não apenas a definição de cada um, mas possibilidade de trocar um pelo outro gera questionamentos. Quando é que isso é possível? Pode ser feito por vontade própria, do farmacêutico ou do atendente?

Qual a diferença entre genérico, similar e referência?

  • Referência é um medicamento inovador que conta com marca registrada após ter a qualidade, eficácia terapêutica e segurança comprovadas por testes científicos e registrado pelo órgão de vigilância sanitária no país.
  • Genérico é um medicamento que tem a mesma substância ativa, forma farmacêutica, dosagem e indicação do que o medicamento de referência, sem contar, no entanto, com o nome fantasia.
  • Similar é um medicamento com o mesmo princípio ativo, concentração, forma farmacêutica, dosagem e indicação que o de referência, mas que pode ser produzido por um outro laboratório após o prazo da patente de fabricação do original vencer. O que os difere do genérico é que são representados através da própria marca comercial, enquanto o outro é representado pelo princípio ativo.

Assim sendo, a lição número 1 que o atendente precisa estar atento é o fato de que são intercambiáveis entre si os medicamentos de referência e genérico, assim como os referência e similares equivalentes.

Importante ressaltar que por conta da criação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da implantação da política de medicamentos genéricos, o governo estabeleceu regulamentos sanitários que atingiram além dos medicamentos genéricos, os similares. A medida veio contribuir para uma necessidade do mercado farmacêutico que busca, constantemente, aprimorar os critérios de garantia da qualidade, eficácia e segurança dos medicamentos sejam eles genérico, similar e referência, o que também auxilia o atendente no momento de oferecer uma informação precisa para o consumidor que não tem conhecimento da legislação.

Mas, e então, quais as regras da intercambialidade entre genérico, similar e referência?

Para garantir a possibilidade de troca de uma categoria pela outra é preciso entender primeiro se existem estudos comparativos com o medicamento de referência tais como, equivalência farmacêutica, perfil de dissolução e bioequivalência e biodisponibilidade. Além disso, os medicamentos similares intercambiáveis devem ter na bula a informação a respeito da intercambialidade – o que, de certo modo, facilita a vida do atendente em um momento de dúvida.

Mas, calma! Para ter a certeza dessa possibilidade, basta consultar o site da Anvisa encontrar a relação dos medicamentos similares indicando os medicamentos de referência com os quais são intercambiáveis. Essa listagem é atualizada na medida em que novos similares forem registrados e renovados.

Ainda em complemento, para garantir a rastreabilidade do processo de intercambialidade, é preciso que o farmacêutico responsável possua registros do procedimento. Isso faz com que a operação seja legítima e que não surja nenhum tipo de dúvida por parte das autoridades e do consumidor.

Giuliano Rossi

Funcional no Balcão oferece prêmios e capacitação aos atendentes de farmácia

Como forma de criar e estabelecer uma relação mais próxima e positiva com o atendente das farmácias, público de extremo valor na cadeia da saúde, a Funcional disponibiliza o Funcional no Balcão, uma plataforma online de relacionamento com os atendentes da rede credenciada da empresa e de comprometimento com as boas práticas do atendimento. Para isso, além da premiação recorrente dos mais diversos tipos, o colaborador tem acesso à conteúdos informativos necessários para o aprimoramento da função, assim como treinamentos constantes para alavancar a carreira.

O objetivo é gerar mais produtividade e informações completas no registro da venda, além do engajamento dos atendentes com a dinâmica dos programas de acesso e de PBM. Seu uso de forma constante gera menos dúvidas, menos problemas de atendimento e menos contestações e melhora os índices de relacionamento e de vendas do estabelecimento. Assim, todos saem ganhando: o atendente que consegue ser mais profissional e assertivo; o consumidor, que sai satisfeito com o atendimento recebido; e a Funcional, que recebe os dados de faturamento no tempo correto.

Na prática, como funciona?

Para aderir é necessário se cadastrar no portal Funcional no Balcão. Lá é possível acessar os treinamentos e outros conteúdos. O programa conta com um blog que oferece material informativo e ferramentas interessantes para os atendentes, bem como coloca à disposição do público capacitação sobre diversos temas pertinentes e funciona como uma plataforma de aperfeiçoamento profissional.

É a partir disso que o atendente pode ser premiado pela sua atuação. Ao realizar uma venda, ele deve registrá-la no sistema inserindo o CPF como autorizador Funcional no app ou na plataforma online. Além disso, também vale chance de prêmio a conclusão dos treinamentos, a indicação de amigos, o cadastro de novos beneficiados pelos programas de acesso da indústria, entre outras atividades.

Quem participar concorre então a sorteios mensais que equivalem a um prêmio de R$ 1 mil, três de R$ 500 e setenta de R$ 100. No final do ano há um grande sorteio de um carro e duas motos. As regras podem ser conferidas no próprio site, assim como o resultado (que também é divulgado pelas redes sociais da Funcional). Em 6 meses de lançado, já foram distribuídos 440 prêmios.

O Funcional no Balcão, que já conta com 9.300 atendentes cadastrados, busca criar uma linha permanente de relacionamento com esses profissionais e é uma ótima oportunidade para ser ouvido e propor melhorias ao processo de compras nas farmácias.

*Texto de autoria de Fabiana Nepomuceno – Gerente de relacionamento da Funcional

A importância do atendimento em farmácia

O que difere uma farmácia de outra? Os medicamentos em si, grande motivo pelos quais os consumidores frequentam esse tipo de estabelecimento, são basicamente os mesmos em todos os pontos de venda. A variedade no mix de produtos pode até ser considerado como um dos pontos de diferenciação, assim como a localização da loja, a política de preços e descontos, mas, a verdade é que o bom atendimento na farmácia é o que encanta, o que gera confiança e o que motiva um retorno para as próximas aquisições.

Neste cenário, o recurso mais importante e valioso, seja para uma rede de farmácias ou para aquelas que atuam de forma independente, é o atendente da loja. Ele é o protagonista da experiência de compra e, muitas vezes, o cliente não se comunica com outros profissionais dentro do ponto de venda. Sua responsabilidade na experiência de compra do cliente é grande. Compartilhando o conhecimento, o profissional ajuda o cliente a levar o melhor produto e a ter uma experiência excelente em sua loja.

Por isso, investir em um atendimento na farmácia que garanta uma experiência de compra única é um diferencial importante em um mercado que está em franco crescimento e que encontra uma concorrência bastante acirrada. Em um universo de opções, fidelizar alguém, ainda mais em um momento de vulnerabilidade como é o de quem passa por um problema de saúde, é um desafio e tanto.

E, então, se os gestores estão cada vez mais atentos para a necessidade de ter um elo forte com os clientes, quais são as boas práticas para ser um bom profissional de atendimento? Aqui vão alguns exemplos:

  • Se prepare! Conhecimento nunca é demais. Seja para tirar uma possível dúvida ou para contornar as objeções que os clientes levantam durante a apresentação de vendas, esteja preparado para ser fonte de informação e para ganhar a venda pelo destaque e pela confiança no que foi transmitido.
  • Se coloque no lugar do outro e ofereça o comportamento que gostaria que um vendedor tivesse com você. Ter empatia é essencial, ainda mais em um momento de fragilidade. Evite a falta de cortesia, o pré-julgamento e aproveite a conversa para transmitir positividade. Sempre há espaço para um olhar positivo!
  • Abuse do entusiasmo como o segredo para uma abordagem contagiante e criativa. Apresente os produtos e as opções viáveis de forma a atrair a atenção do cliente e despertar nele o desejo da compra.
  • Seja fonte de boas notícias: saiba negociar e mostrar ao cliente formas de economizar ou de realizar uma compra de maneira mais consciente, incentive-os a concluir o cadastro nos programas de acesso da indústria farmacêutica, lembre-os de que é possível fazer uso de Programas de Benefício em Medicamento (PBM).

Boas práticas não têm limites! E, para contribuir na promoção da qualidade no atendimento na farmácia, a Funcional leva para o balcão programas de treinamento constante, central de atendimento para que se possa tirar dúvidas, fazer reclamação ou trazer sugestões e o portal Funcional no Balcão, que incentiva a carreira e o reconhecimento dos bons profissionais.

*Texto de autoria de Adalene Tiso – Gerente da Central de Serviço ao Cliente da Funcional

O que significam as informações gravadas nas embalagens de medicamentos?

O mercado de produtos farmacêuticos está em constante evolução. Aliado a isso, este é um segmento extremamente sensível em relação a processos, procedimentos e regulamentação. Isso já tem início no lugar destinado para a comercialização dos itens: as farmácias ou drogarias, que são devidamente registradas em órgãos específicos em função da vigilância e monitoramento da venda correta e da promoção da saúde.

Por isso, o trabalho atrás do balcão envolve uma série de conhecimentos: desde os produtos considerados de venda livre, passando pelas formas farmacêuticas, apresentação dos produtos e pelos formatos de receita, chegando também na embalagem da medicação, que conta com informações de extrema importância para quem lida com os clientes. 

Para os consumidores, na maioria das vezes, os únicos dados checados são a data de fabricação e a validade.  Mas, é preciso conhecer o que vai além para não errar na hora de preencher a autorização de saída do medicamento, para tirar possíveis dúvidas e até mesmo para otimizar o tempo de atendimento.

E você, sabe o que significa tudo o que vem informado na embalagem? 

  • Nome comercial – Esse item permite ao consumidor identificar com maior rapidez o produto que está procurando. É como ele é receitado pelo médico. Há casos, como quando estamos falando de um genérico, que essa identificação não acontece e o medicamento é identificado pelo nome do princípio ativo, seguido da seguinte inscrição: “Medicamento genérico – Lei nº 9.787/99”.
  • Princípios ativos – Já esse campo da embalagem destaca os princípios ativos que compõe o medicamento (no caso do genérico, descrito acima, esta informação substitui o nome comercial).

Estes dois espaços estão sempre juntos, já que são complementares.

  • Quantidade – Traduz a quantidade de produto que consta da caixa, seja em cápsula/comprimido ou ml.
  • Data de fabricação, Lote e data validade – Essas informações originam um outro grupo de dados que, de forma geral, estão juntos. Elas são de suma importância sanitária e devem constar também no frasco ou na cartela de comprimidos do medicamento.
  • Código do Ministério da Saúde – É ele que é utilizado para comprovar que se trata de um medicamento registrado na ANVISA. Iniciado com a sigla MS, vem sempre acompanhado de 13 dígitos.
  • Farmacêutico responsável – Neste campo, além do nome do profissional responsável pelo desenvolvimento do produto, estão disponíveis seu número de inscrição no Conselho Regional de Farmácia (CRF). E, uma curiosidade: o registro deve ser do mesmo estado em que a fábrica do laboratório está instalada.
  • Tarja – Remédios vendidos sem receita não possuem tarjas e, assim, podem estar nas gôndolas à disposição dos clientes. Remédios com tarja vermelha e com tarja preta significa que podem levar o paciente à dependência e a sérios efeitos colaterais e, por isso, trazem a inscrição “só pode ser vendido com retenção da receita” ou “venda sob prescrição médica, sujeito à retenção de receita” ou, ainda, “o abuso deste medicamento pode causar dependência”. Dessa forma, sua comercialização depende de receituário. Já a tarja amarela indica que a medicação é genérica.
  • Informações gerais – Também faz parte da embalagem as informações relativas ao laboratório, com nome e endereço.
  • Telefone de SAC – Traz os canais de contato, caso o consumidor necessite orientações ou reclamações, por exemplo.
  • Armazenamento – Orienta sobre como o produto deve ser armazenado.

Para quem é cadastrado no Programa Funcional no Balcão temos um treinamento com a mesma temática, além de ficar por dentro do assunto, quem concluir o treinamento garante números da sorte no Programa Funcional no Balcão e concorre a prêmios.

Arte de referência:

 

 

 

 

 

Giuliano Rossi